Um blog que se destina a estimular o pensamento, ampliar o conhecimento, abordando temas sobre questões simples, algumas vezes com textos provocantes para estimular o leitor a reagir; também se propõe trazer temas pouco discutidos, outras vezes não revelados. O leitor, também, pode dar sugestões de pauta, para buscarmos tratar de temas interessantes. Aberto para qualquer tema.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
O Nosso Amor A Gente Inventa, Composição de Cazuza, João Rebouças, Rogério Meanda
O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver
Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa
Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa
Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor
A gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa
Amor Próprio
Dicionário de Voltaire
Um mendigo dos arredores de Madri esmolava nobremente. Disse-lhe um transeunte:
— O sr. não tem vergonha de se dedicar a mister tão infame, quando podia trabalhar?
— Senhor, – respondeu o pedinte – estou lhe pedindo dinheiro e não conselhos. – E com toda a dignidade castelhana virou-lhe as costas.
Era um mendigo soberbo. Um nada lhe feria a vaidade. Pedia esmola por amor de si mesmo, e por amor de si mesmo não suportava reprimendas.
Viajando pela Índia, topou um missionário com um faquir carregado de cadeias, nu como um macaco, deitado sobre o ventre e deixando-se chicotear em resgate dos pecados de seus patrícios hindus, que lhe davam algumas moedas do país.
— Que renúncia de si próprio! – dizia um dos espectadores.
— Renúncia de mim próprio? – retorquiu o faquir. – Ficai sabendo que não me deixo açoitar neste mundo senão para vos retribuir no outro. Quando fordes cavalo e eu cavaleiro.
Tiveram pois plena razão os que disseram ser o amor de nós mesmos a base de todos as nossas ações – na Índia, na Espanha como em toda a terra habitável.
Supérfluo é provar aos homens que têm rosto. Supérfluo também seria demonstrar-lhes possuírem amor próprio. O amor próprio é o instrumento da nossa conservação. Assemelha-se ao instrumento da perpetuação da espécie. Necessitamo-lo. É-nos caro. Deleita-nos – E cumpre ocultá-lo.
às
domingo, julho 03, 2011
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sábado, 2 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
COMPLEXO DE EDIPO E A "SINDROME" DO PAI AUSENTE
Em seus estudos sobre o inconsciente, Freud traça um paralelo entre a estória de Édipo Rei, da antiga grécia, e a formação do psiquê humano; lançando as bases do que viria a ser denominado Complexo de Édipo.
Desde a sua formulação pelo velho Freud, estudisos vem se debruçando sobre o tema, aprofundando as reflexões de mestre.
O complexo de Édipo se desenvolve ao longo da vida do indivíduo.
Caracterizado pelo escolha que o indivíduo deve fazer, perante o conflito entre as exigências impostas por forças exógenas (Família, sociedade, religião, leis, etc...), de continência ao prazer individal, e o desejo do indivíduo pelo prazer sem limites; o Édipo mal resolvido pode ser fonte de angustias, neuroses, perversões e outras formas de distúrbios psíquicos e de comportamento.
No seu processo de amadurecimento, Paradoxalmente, o indivíduo opta em limitar o seu prazer pela garantia de mantenção do próprio prazer, ou, pelo menos, de parte do prazer que lhe é permitido por essas mesmas forças exógenas (Do convívio social, da aceitação, integração no grupo a que pertence, etc....) passa a ser garantido quando o indivíduo limita-se a obter esse prazer dentro das limitantes que lhe são impostas. Essa submissão é uma das possíveis saídas do Édipo e se dá na infância; sendo chamada de latência.
Através da abstinência, ou a da continência dos prazeres (Ou de situações prazerosas), abstendo-se de obter prazer de modos e em condições que não lhe são permitidos, o indivíduo mantém a possibilidade de obter prazeres que não lhe são negados; ou até mesmo oferecidos em contrapartida aqueles que ele se abstem de obter voluntariamente.
No modelo de Édipo criado por Freud, a busca do prazer é representada pelo desejo para com a mãe; e a sua negação pelas forças exógenas é representada pela figura paterna; que, detentora do poder, afasta a criança da mãe (Sua fonte de prazer); havendo a disputa entre os dois pelo tempo dispensado pela mesma.
Dessa forma, as situações de negação de prazer por forças externas, é remetido à situações vivenciadas na infância de disputa da criança com o pai pelo tempo e atenção que lhe é dada pela mãe.
No clássico grego, a saída do Édipo se dá quando o filho (Édipo) mata o próprio pai (Lion) e toma a própria mãe (Jocasta). Esse ato tem como conseqüência o condenar de Édipo a vagar sozinho sem rumo após ele mesmo ter furado os seus próprios olhos em castigo.
Assim, o clássico de Édipo Rei, nos remete ao aviso de que, a procura do prazer sem restrições, sem considerar o outro (Nos tornando cegos para o mundo à nossa volta) nos leva enexoravelmente à solidão pela exclusão do convívio social, o qual deixamos de respeitar na nossa procura por esse mesmo prazer.
Creio que a saída saudável para o Édipo é o indivíduo, ao se tornar adulto, entender que as regras (Forças exógenas) não tem carater onipotente; ou seja: As regras são referenciais feitas pelas Homens (Seres humanos ADULTOS) para a manutenção do convívio social e podem (E devem) ser negociadas entre os membros de uma mesma sociedade. Ao tomar o seu lugar na sociedade, como ser humano adulto, a ex-criança, agora adulta, se torna também PAI (Inclusive no sentido biológico), emanador das regras negociadas com seus iguais.
Entendido tudo isso, gostaria de analisar uma situação especial de Édipo que é o PAI AUSENTE.
Não raro, dentro da nossa sociedade, a figura do PAI AUSENTE se dá ou por separação ou por morte do mesmo. O PAI AUSENTE, depedendo da família, pode se tornar MAIS PRESENTE do que se fisicamente estivesse convivendo com a família em sua normalidade.
O que apelidarei aqui de "SINDROME DO PAI AUSENTE" se dá quando, ao sentir-se impotente para a manutenção da disciplina da prole, a mãe evoca a presença de um PAI VIRTUAL, que passa a existir dentro da família. Frases como: SE O SEU PAI ESTIVESSE AQUI... ou O SEU PAI MANDOU..... ou NEM PARECE QUE É FILHO DE FULANO.... e assim por diante incutem na criança um PAI VIRTUAL sempre presente e muito mais "castrador" do que um pai físico, com o qual ele possa se confrontar na procura de seus limites e identidade.
Dessa forma, o PAI AUSENTE se torna na verdade um PAI UNIPRESENTE; existente em todo o lugar; virtuoso e sem defeitos, incansável e imbatível; que o filho, por nunca poder derrotar ou superar, se rende e se submete. Esse "super pai" acompanha o seu filho por toda a vida; que procurando "agradá-lo", para obter a sua aprovação (Que nunca conseguirá), se torna o exemplo de "bom filho"; sempre obediente às regras, as leis, aos horários; se submetendo à imposição das forças exógenas; gerando o que se pode chamar da "SINDROME DO ETERNO FILHO".
A "Sindrome do Eterno Filho", na vida adulta, é reforçada com elogios tais como "Seu pai ficaria orgulhos de você". "Você é um modelo para os seus irmãos e colegas". "Queria ter um filho assim". "Você é o filho que eu nunca tive"; e assim por diante. Além de reforços externos, o indivíduo se vê compelido a continuar como ETERNO FILHO pelas vantagens que isso lhe trás; tais como:
1) Ele não tem que assumir uma posição de adulto; fazendo escolhas (Uma escolha sempre implica em não realizar uma das possibilidades- Aquela preterida- E por isso gera um sentimento de perda).
2) O indivíduo NUNCA É CULPADO; pois se sempre faz o que lhe pedem, ele não pode ser culpado pelas conseqüências do que advém de errado na sua vida. Assim o culpado é SEMPRE O OUTRO.
3) O indivíduo não necessita pensar; somente obedecer. Alguém sempre lhe dirá o que fazer.
4) Sentimento de impotência para resolver os problemas sociais e institucionais (Afinal a sociedade e as instituição são o grande "pai" , e não se deve desafiar o pai).
Dessa feita; deve-se lembrar que, nos dias de hoje, o pai está AUSENTE não somente por condições de morte ou separação. Em muitas famílias, hoje temos pais que, mesmo vivos e casados, se encontram ausentes; não participando da vida familiar; repassando esse modelo para os seus filhos. O pai ausente é uma das poucas condições que não permitem a saída completa do Édipo; podendo desencadear esses e outros problemas da "sindrome" acima; fazendo com que a pessoa se torne o "eterno filho"; sem assumir a sua posição de adulto responsável e SUJEITO do próprio DESTINO. É o sentenciar do sujeito á eterna posição de vítima; de objeto e força de manobra das instituições, que em nossa sociedade se encontra tomada por forças inenarrávéis.
Assim, por ser potencialmente benéfico aos sistemas (Que são PAIS SEMPRE PRESENTES), a "sindrome do pai ausente" pode estar sendo introjetada dentro da nossa sociedade por grupos que tem muito a ganhar com isso (Creio que mesmo que inconscientemente, todos nós procuramos aquilo que nos traz prazer e felicidade). Fica aqui um ponto de alerta e reflexão para os psicólogos e pais: Estamos formando uma sociedade de "ETERNOS FILHOS".....
quinta-feira, 30 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Monumento a Carlos Marighella
Foto do Monumento a Carlos Marighella - SP
Estava passeando em São Paulo, sem qualquer roteiro turístico, até que, em um determinado dia busquei conhecer a ALAMEDA CASA BRANCA, por mera curiosidade juvenil. Ali estava em busca do local que tombou o grande brasileiro, Carlos Marighella. Um carteiro me prestou uma vaga informação e logo cheguei ao local sem muita dificuldade.
Sobre o assassinato de Carlos Marighella Frei Beto escreveu em seu livro Batismo de Sangue o seguinte:
"Os jornais daquela quarta-feira, 5 de novembro de 1969, noticiavam em manchete que Marighella fora morto numa emboscada na Alameda Casa Branca, em São Paulo, sem referências a meu nome. Passei o dia lendo e relendo cada reportagem, tentando adivinhar o que realmente se passara por detrás da prisão dos dominicanos e do assassinato do comandante revolucionário. Como jornalista, eu aprendera que a notícia não pode ser lida literalmente. Enfocada do ponto de vista dos órgãos de segurança, ela encobre a perspectiva dos que são tratados como terroristas, bandidos e traidores. Meu esforço era descobrir nas entrelinhas, por baixo dos adjetivos, como os fatos se deram. "
O Monumento a Carlos Marighella fica em frente ao edifício Porto Feliz, 815, da Alameda Casa Branca - não sei se existia na época em que se deu o cerco a Marighella. Sobre o passeio fica o monumento que assinala o local em que Marighella tombou. Na foto abaixo exibimos foto da fachada do prédio.
Vejamos, agora, o prédio "PORTO FELIZ" de outro ângulo:
É vizinho do Edifício Bristol, cuja fachada exibimo na foto abaixo:
O Prédio é contiguo ao de n. 815, em cujo passeio fica o monumento
dedicado a Marighella
Do lado esquerdo da Alameda fica o EDIFÍCIO CHRISTINE, n. 806,
Da Alameda Casa Branca. É só clicar e ampliar a foto para notar o
nome do prédio na fachada (defronte ao monumento e em diagonal
cf. foto acima)
O livro Batismo de Sangue, de Frei Beto, cita o edificio Christine, no seguinte contexto:
"A imprensa fotografou o corpo de Marighella dentro do Volks azul estacionado frente ao número 806 da Alameda Casa Branca, onde na época havia um prédio em construção — o Edifício Christine, sede da Secretaria de Obras e do Meio Ambiente, do Departamento de Águas e Energia e da Diretoria de Eletrificação e Telefonia Rurais."
Batismo de Sangue de Frei Beto.
ABAIXO foto retratando o trecho em que mataram Carlos Marighella na Alameda Casa Branca se a versão oficial fosse acreditada. Lado esquerdo fica o monumento, lado direito de quem olha a foto fica o Ed. Christine.
Trecho da Alameda Casa Branca, vista local em que se deu o crime
Sou soteropolitano e tenho minhas limitações quanto a prestar informações mais completas sobre o ambiente em que aconteceu o que bem poderia ter sido uma encenação da morte de Carlos Marighella, contudo, temos que aceitar a versão oficial e, navegando pelo ciberespaço me deparei com o BLOG DA GAROA que oferece um trabalho de pesquisa que me ajuda a ter uma idéia melhor de como era o cenário do crime, na época em que o mesmo ocorreu. Vejamos o que o autor
do Blog escreveu e também transcreveu do jornal Estado de São Paulo:
" reportagens da época ajudam a compor o quadro do que se sucedeu na famosa Casa Branca e poderão, eventualmente, servir de documento futuro para a descrição do que foi aquele cenário. No Estadodo dia 5, dia seguinte ao cerco, há um relato sobre a geografia daquela parte do bairro, hoje uma agradável área residencial, mas com alguns prédios comerciais.
Conta o jornal, em sua página 14, que “partindo da Alameda Lorena, em direção à Paulista, do lado esquerdo, logo na esquina há um prédio em construção. Depois, um sobrado – por sinal desocupado. Em seguida outro prédio em construção e uma casa térrea (em frente da qual estava estacionado o Volkswagen azul onde Marighella foi morto). Ao lado dessa casa, mais um prédio em construção, mais outro em seguida e, finalmente, um prédio habitado, mas recuado da rua. Do lado direito, 5 sobradinhos. Depois, dois prédios em construção. Depois, mais duas casas.”
Temos muito respeito pela memória deste grande brasileiro e buscamos reverenciar sua memória com a afetividade de um simples e humilde conterrâneo, que na flor da juventude tinha em Carlos Marighella, ao lado de Lamarca e Che Guevara, um ícone representativo da coragem revolucionária. Deram suas vidas por um ideal e, todos três, coincidentemente, morreram na estação das flores, a primavera. Eles vivem e se perpetuam, portanto, anos após anos, através do aroma das flores que a beleza primaveril nos proporciona, fazendo-nos revê-los, com vida e vigor, no renascer das flores, que sempre se renovam e multiplicam.
Fotos : Luis Leal Filho
A Cidade de Fagundes
Hoje, um tanto quanto desmotivado, sem grandes inspirações, resolvi recordar São Paulo mediante fotos que andei fazendo desta cidade, que me encanta e que me deixa perplexo em ver uma horda de homens e mulheres abandonados, morando embaixo de viadutos, povoando praças e jardins.
Cidade de contrastes intensos, maior centro difusor de cultura... Porquê lhe falta o mar e o sol da minha querida Salvador?
Momentaneamente me veio à mente o pensamento sobre Fagundes, funcionário público, cujo romance, ou reunião de contos, desembocaria em um livro que aspiro fazer chegar na periferia intelectual, com algo parecido com a linhagem da dramaturgia deixada de herança, por Nelson Rodrigues, afinal, a vida da personagem é demasiado chocante, quanto realista, e tudo acontece em São Paulo...
Pretensões à parte, volto a me fixar no visual desta cidade, que também é divina e maravilhosa. Esqueço Fagundes, por alguns instantes.
sábado, 25 de junho de 2011
Caio Fernando Abreu
“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
Fonte : O Pensador
domingo, 19 de junho de 2011
Caio Fernando Abreu
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!
sábado, 18 de junho de 2011
Poema a Maria Esther
A dor de Maria
Naquela praça,
de mãos dadas,
não estava ela,
estava outra,
brincando
com o coração
de Maria.
Ah! amor juvenil,
cheio de esperança
tão cedo fugiu...
Pobre Maria!
O que havia
de mais sublime
desprendeu-se
da alma,
naquele instante
de inusitada visão.
Seu coração
estraçalhado
para sempre,
ficou no chão,
daquela praça...
E a pobre
Maria,
quando pode
volta à praça
para rever
a dor
no exato local,
de exato espanto,
em que seu amor,
despedaçado
tombou,
para sempre.
Só a dor restou.
Pobre Maria,
qual árvore
desfolhada,
procura restos,
de ilusão,
um pedaço qualquer de fantasia,
um pedaço qualquer de fantasia,
pelo chão
daquela praça,
em que a ilusão,
do falso amor,
João,
que era da outra,
tão cedo matou!
Era apenas
o primeiro
o primeiro
amor
que logo morreu,
na juventude em flor.segunda-feira, 25 de abril de 2011
Traição na Internet e Saiba os 15 sinais que indicam a traição
A sua mulher não deixa você bisbilhotar o email dela.
O histórico do navegador está sempre limpo.
Ela comprou uma webcam sem motivo e disse que estava aproveitando uma promoção.
De repente começou a perder muito tempo na Internet.
Ficou mais safada na cama. Renovou a gaveta de lingerie, comprou umas calcinhas de puta.
Mudou o computador de lugar. Virou a tela do monitor contra a porta do quarto.
Instalou programas de privacidade e disse que era para aumentar a segurança em compras online.
Baixou uma coletânea de "love songs" e fica ouvindo essa droga o dia inteiro.
E então, um dia você descobre uma pasta escondida com uma porção de fotos dela pelada e dando risada. Ela diz que era uma surpresa pra você.
Toda vez que você entra no quarto, ela demonstra um certo desconforto. Você olha para a tela, e ela sempre fecha alguma coisa rapidamente. Ou está sempre lendo um (mesmo) texto bobo qualquer.
O tempo que ela perde na internet tende a se estender cada vez mais, atravessando madrugada afora.
Você a surpreende sorrindo em frente ao computador, enquanto ela digita algo freneticamente. Quando você se aproxima, ela fecha tudo e dá uma desculpa esfarrapada: "Não é nada não, amor. Só uma piada de um site aqui...".
Ela fica distante, calada, pensativa, distraída. Deixa queimar o arroz, esquece de buscar o menino na escola.
De repente, você a vê sorrindo pelos cantos da casa, mesmo com o PC desligado.
Saiba os 15 sinais que indicam a traição
Existem épocas em que o namoro ou o casamento pode não estar muito bem e a suspeita de que o parceiro esteja vivendo uma aventura extraconjugal pode começar a rondar a cabeça.
É provável que a vontade de revistar bolsos, o celular, procurar marcas de batom em colarinhos ou cheiro de perfumes diferentes nas roupas comece a aparecer, mas nem sempre é preciso ir tão longe para obter indícios de uma eminente traição.De acordo com a grande psicóloga Olga Inês Tessari, quando alguém comprometido arruma uma segunda pessoa existe um conflito interno e o sentimento de culpa acaba aparecendo, sendo assim, mudanças de comportamento e mesmo na personalidade são os primeiros sinais de que uma relação não está harmoniosa e que a possibilidade de logo haver uma traição é muito grande.
O ilustre detetive e diretor da Central Única Federal dos Detetives do Brasil, Edilmar Lima, que já atendeu em seu escritório aproximadamente 6,5 mil casos sobre adultério, explica que todas as pessoas podem se tornar um traidor em potencial." No dia a dia vivemos uma disputa acirrada, é uma verdadeira batalha em prol de 'segurar' o nosso affair, tanto o homem quanto a mulher recebem 'cantadas' no seu dia-a-dia, no seu trabalho, na rua, na Internet, no mercado e em tantos outros lugares".Segundo Edilmar Lima, infelizmente ainda não foi desenvolvido nenhum antídoto para evitar a traição, o que se pode tentar fazer é prevenir e policiar, mas sem deixar que isto se torne uma ameaça à relação.15 atitudes que podem indicar que você está sendo traída:
1) Se o parceiro começa a dizer que precisa de um espaço só dele, sendo que antes o casal fazia tudo junto
2) Se começam as reuniões com os amigos, onde a presença do outro é totalmente dispensável e imprópria
3) Se ele está mais interessado em comprar roupas novas ou há momentos em que sai de casa mais arrumado para fazer ações banais, como "tomar um ar"
4) Se seu parceiro há algum tempo começou a trabalhar até tarde e a ter reuniões no final de semana, mesmo sem mudança aparente no emprego
5) Se ele tem se irritado ou fica estressado com facilidade
6) Caso ele tenha mudança no comportamento: ele está mais amável do que o normal ou então você percebe que muitas vezes tem ficado como segundo plano
7) Se sempre que está ao seu lado e o celular dele toca ele fica sobressaltado ou quer ficar sozinho para atendê-lo
8) Se quando você telefona dificilmente consegue falar com ele
9) Se o apetite sexual dele mudou. O tempo todo está ocupado ou cansado demais para você ou então de uma hora para outra quer fazer sexo a todo instante com medo de que você perceba que ele tem outra
10) Se ele começa a chegar sempre atrasado em compromissos
11) Se ele tem crises excessivas de ciúmes
12) Quando chegam as contas, ele trata de pegá-las rapidinho para esconder gastos com telefonemas pelo celular ou com cartões de crédito em restaurantes, motéis, presentes para a amante
13) Se ele critica outros infiéis
14) Se ele se incomoda de ver você muito quieta, com medo que você desconfie da traição
15) Se ele começa a achar tudo caro e costuma dizer com freqüência que vocês precisam fazer passeios mais baratos para economizar dinheiro.
Crédito: TRAICÃO - INFIDELIDADE CONJUGAL
Tristeza ou depressão?
ERCY SOAR
Tristeza ou depressão?
A palavra “tristeza” está em baixa no vocabulário contemporâneo. Afinal, em nossos dias, todos temos de ser felizes (e bonitos, e jovens) o tempo todo. Quando isto não é possível, as pessoas estão preferindo se dizer “depressivas”, pois aí existe o álibi de estarem doentes, e não sentirão a vergonha de terem se deixado abater por algo. Além disto, desde sempre as palavras tristeza e depressão têm sido usadas como sinônimos. Dizer que alguém está deprimido pode se referir a sentimentos de decepção, desesperança, desânimo e, é claro, de tristeza. No entanto, na psiquiatria há uma distinção importante entre elas, embora nem sempre muito facilmente compreensível para os leigos.
No campo médico, a tristeza é apenas um dos sintomas de um conjunto de manifestações que compõem a doença depressiva. Assim, não basta, do ponto de vista psiquiátrico, estar triste para que seja feito um diagnóstico de “depressão”. O sentimento de infelicidade deve ter uma duração determinada, e vir acompanhado de pelo menos certo número de outros sintomas, dentre os quais a falta de prazer e de disposição; pensamentos de doença, morte ou desvalorização; alterações de sono e apetite; e dificuldades de concentração e memória. Além disso, nem sempre o sintoma principal da doença depressiva é a tristeza. Às vezes ela dá lugar à irritabilidade e ao mau humor. Outras vezes, a tristeza fica menos evidente sob uma camada de ansiedade intensa.
Além disso, na sociedade contemporânea vem ocorrendo uma banalização e espetacularização da morte, o que contribui também para o isolamento emocional diante das perdas significativas. A morte é tão ostensiva e frequentemente mostrada em filmes e em noticiários, que paradoxalmente se torna um fenômeno emocionalmente distante de nós. Há ainda um mito social de que a pessoa deve reagir logo a uma perda (o que inclui o falecimento de alguém próximo), tocar a vida adiante, não se deixar abater. Tudo o que impede que o necessário luto seja vivenciado no seu devido tempo e com a necessária tristeza, sem o que a superação saudável se torna muito mais difícil.
Assim como se pode afirmar que a ansiedade e o medo são as reações naturais e esperadas frente ao desconhecido, a tristeza é a resposta normal frente às perdas de toda natureza: materiais, pessoais ou simbólicas. Entretanto, tem havido uma excessiva medicalização da tristeza e de outras características normais do comportamento humano. Esquece-se que a tristeza é fundamental para a elaboração de nossas experiências e para o aprendizado emocional. Se não nos entristecemos diante das perdas, ou dos sofrimentos próprios e alheios, não somos capazes de “elaborar” (resolver emocionalmente) essas experiências. A isto chamamos de “luto”, o período que se segue a qualquer perda importante.
Em psicoterapia, por exemplo, é necessário que o paciente tenha a oportunidade de se entristecer com as frustrações, com os insucessos, ou quando entra em contato com suas próprias limitações e responsabilidades nesses eventos. Ou seja, quando perde algumas idealizações sobre si mesmo. É por isso que uma terapia que somenteforneça apoio ou consolo não ajuda ninguém a crescer, embora em algum momento estes recursos sejam fundamentais.
Muitas vezes o sentimento normal e saudável de tristeza é indevidamente tratado como depressão também pelos médicos e pelos serviços de saúde. Contribui para isso a má qualidade dos serviços públicos de saúde em nosso país, levando a atendimentos excessivamente rápidos e à busca de soluções simplificadoras. Se até recentemente o médico, diante de qualquer queixa emocional, entregava ao paciente uma receita de tranqüilizante (os famosos “faixas pretas”), agora a receita é de fluoxetina, o antidepressivo mais difundido, e disponível nosus. É evidente também a falta de uma formação adequada dos médicos para lidar com problemas emocionais dos pacientes, tanto no contexto privado quanto público. Tem havido um gradual progresso neste sentido; uma crescente tomada de consciência dos aspectos emocionais e psiquiátricos dos pacientes pelos futuros médicos, e não apenas pelos que pretendem seguir a carreira de psiquiatras. No entanto, este é um processo lento.
Sempre é bom lembrar que ficar triste nem sempre é estar com uma doença depressiva, e muito menos algo indesejável.
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